O presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), Francisco Júnior, participou, nesta quinta-feira (14), no auditório do TCE, do 16° Congresso Goiano de Direito Administrativo, onde ministrou a palestra “Uma visão sobre a Política Nacional de Cidades Inteligentes (PNCI)”.
Durante sua apresentação, Francisco Jr ressaltou que o conceito de “Cidade Inteligente” vai muito além de recursos tecnológicos ou digitais. “É muito mais do que uma cidade tecnológica. Trabalha todos os seus aspectos, tendo como centro o ser humano. A cidade é feita para as pessoas”, afirmou.
O presidente apresentou a origem da PNCI, que nasceu no âmbito do Centro de Estudos e Debates Estratégicos (Cedes) da Câmara dos Deputados, e destacou o livro de sua autoria sobre o tema, intitulado “Cidades Inteligentes: uma abordagem humana e sustentável”. A PNCI estabelece diretrizes nacionais para orientar os municípios no caminho para se tornarem cidades inteligentes, contemplando princípios como humanização, sustentabilidade, inclusão, transparência, governança de dados e participação cidadã.
Francisco Jr reforçou que a PNCI deve integrar o plano diretor municipal, possibilitando aos municípios buscar apoio da União, inclusive em termos orçamentários. Ele também alertou para a importância de se discutir políticas públicas amplas e transversais, e não apenas soluções pontuais.
Na presidência da Codego, Francisco Jr criou a Superintendência de Projetos, Inovação e Negócios, reforçando o compromisso da gestão com a sustentabilidade e políticas inovadoras. Além disso, entre os critérios de seleção das empresas para os novos distritos industriais da companhia estão práticas de governança, compliance e ESG. As empresas com melhores práticas conquistam mais pontos e recebem maiores descontos no valor das áreas adquiridas no DaiaPlam e no Dianot, novos polos industriais da Codego.
“O objetivo não é apenas transformar cidades em inteligentes, mas construir uma nação inteligente, promovendo ações efetivas para a sustentabilidade e para o desenvolvimento humano e social”, concluiu.



