O presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), Francisco Jr., participou nesta terça-feira (9) do Encontro Regional de Arbitragem e Mediação do Centro-Oeste, realizado na Escola Superior de Advocacia de Goiás (ESA/OAB-GO). Ele foi um dos convidados do painel “Mediação nos Distritos Industriais” e destacou os benefícios desses métodos alternativos para resolver litígios envolvendo empresas instaladas nos parques industriais do estado.
Francisco Jr. lembrou que a Codego enfrenta hoje um alto índice de judicialização. “No total, temos cerca de 900 ações judiciais. Isso representa um problema seríssimo, em função da morosidade, dos riscos, dos custos e da insegurança que gera. Partimos de algo que é fomento ao desenvolvimento, mas, ao invés de avançarmos, essa situação acaba travando o crescimento do estado”, afirmou.
Segundo ele, o tempo gasto em processos judiciais prejudica a destinação de áreas públicas para novos empreendimentos. “Às vezes, uma empresa não consegue cumprir o contrato e precisa devolver a área. Mas esse processo pode levar oito, nove ou dez anos. Enquanto isso, um espaço estratégico, adquirido com recursos públicos, fica paralisado, sem cumprir sua função de gerar emprego e renda”, explicou.
Para enfrentar essa realidade, a Codego tem adotado a mediação e arbitragem. “Essas alternativas são muito mais ágeis e econômicas do que a Justiça comum. Mais do que nunca, precisamos mediar, precisamos dialogar. A ferramenta já existe, só não estamos utilizando em todo o seu potencial”, destacou o presidente.
Francisco Jr. também ressaltou que a mediação pode contribuir para transformar disputas em oportunidades. “A mediação transforma conflitos em oportunidades de entendimento mútuo, preservando relacionamentos comerciais importantes. Quando a Codego senta à mesa com uma empresa, não é para ser adversária, mas parceira. Nosso objetivo não é simplesmente nos salvar da empresa, mas encontrar soluções que mantenham a companhia funcionando, gerando empregos e desenvolvimento”, disse.
Ele explicou que a proposta não busca apenas resolver litígios pontuais, mas também fortalecer o ambiente de negócios em Goiás. “Nossa missão é fazer a ponte entre esses dois mundos, público e privado”, pontuou.
O presidente ainda lembrou que a arbitragem e a mediação permitem soluções construídas em conjunto com as partes envolvidas, o que garante maior compromisso com os resultados. “Quem precisa ganhar com a mediação é a sociedade. Quando conseguimos resolver de forma rápida e eficiente, evitamos que grandes empresas deixem o estado, o que poderia significar milhares de famílias desempregadas. É esse o ganho social que buscamos”, concluiu.



