O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de Goiás resultou
em crescimento de 6% no terceiro trimestre de 2020, comparado com o mesmo
período de 2019. Já o PIB do Brasil para esse setor foi de -0,9%, também na
comparação com o ano de 2019. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) e Instituto Mauro Borges (IMB).

A indústria caminha para fechar o ano de 2020 como a grande
locomotiva para ajudar no processo de recuperação da economia no pós-pandemia
de Covid-19. De acordo com o IBGE/IMB, o setor em Goiás apresentou números positivos
consecutivos nos três trimestres, com 2,5%, 1,8% e agora 6%, enquanto que, no
Brasil, oscilou com 0,3%, -14,1% e no último com -0,9%.

Durante o enfrentamento com a Covid-19, o Governo de Goiás
priorizou ações relacionadas à saúde, mas sem deixar de lado outros setores,
como a área social e a geração de emprego e renda. O índice alçando pelo PIB
estadual é resultado desse cuidado, como ressalta o governador Ronaldo Caiado. “Goiás é único Estado que já gerou mais empregos do que perdeu na pandemia. Já
temos um saldo positivo. Em agosto, setembro e outubro, tivemos superávit na
oferta de vagas”, cita.

Caiado explica que as medidas tomadas para conter os efeitos
da crise sanitária também ajudaram a atrair investimentos para o Estado, em
especial na infraestrutura, o que tem levado ao rápido reaquecimento do setor
produtivo. “Goiás se transformou no maior polo logístico do país, somos
referência nacional. Temos a Ferrovia Norte-Sul, do Centro-Oeste, que vai ligar
todo o Norte goiano ao Mato Grosso, como também a duplicação da BR-153”,
aponta.

Titular da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços,
Adonídio Neto disse que os números vão confirmar a sua expectativa de um PIB
positivo para Goiás no último trimestre, dado que somente será divulgado no ano
que vem. “O trabalho do Governo de Goiás, por meio da SIC, mostra que acertamos
na política de atração de investimentos e no fortalecimento das nossas
indústrias, além da aprovação de novas legislações tributária e ambiental, que
facilitam e desburocratizam a chegada de novos empreendimentos e fortalecem as
empresas que já estão instaladas em território goiano”, comenta o secretário.